Plantas

Na natureza as plantas podem ser vistas em superfícies verticais, como falésias ou troncos de árvores. Compreender esta forma de desenvolvimento é a chave para as replicar em jardins verticais.

 

Locais de crescimento vertical, como pedras, penhascos ou troncos de árvores, caracterizam-se por serem normalmente desprovidos de solo e terem boa drenagem, oferecendo, no entanto, apoio estável para as raízes se fixarem. A técnica de cultivo da VGD replica estas condições, criando um ambiente ideal para o desenvolvimento vertical das plantas.

 

Exterior

Os jardins verticais de exterior requerem uma selecção de plantas adaptadas ao clima local e à exposição solar. Por exemplo, uma parede que esteja muito exposta ao sol pode ser preenchida com as típicas aromáticas mediterrânicas, como Lavandula, Thymus, Rosmarinus ou Salvia, enquanto uma parede mais sombria no mesmo local pode parecer quase tropical, com plantas como Begonias, Arum, Davallia, Asplenium e Fuchsia. Como em qualquer jardim, a chave está em escolher a planta certa para o local certo.

 

Interior

O clima dos espaços interiores normalmente tem pouca luz e temperatura a rondar 20º C. Plantas para este tipo de ambiente podem encontrar-se na floresta tropical sob a copa das árvores, onde a luz do sol é filtrada e a vida se adapta à sombra. Plantas comuns para esta utilização em casa são aróides como Philodendron, Anthurium e Epipremnum, plantas da família das Gesneriaceae, como Aeschynanthus, Columnea e Streptocarpus, e fetos como Nephrolepis, Pteris e Cyrtomium.

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    As plantas que crescem sobre outras plantas são chamadas epífitas e são bastante utilizadas nos jardins verticais. São mais comuns em climas tropicais, pois as suas raízes não estão em contacto com o solo, dependendo de chuvas frequentes para receberem água. Na foto pode ver-se uma bromélia na floresta encoberta ao longo dos Andes peruanos. 

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    As plantas que crescem sobre rochas são chamadas litófitas. Adaptam-se bem nos jardins verticais porque possuem raízes que as fixam a superfícies sem terra. Tal como acontece com as epífitas, exigem boa drenagem. Na foto está uma Xerophyta longicaulis em Drakensberg, África do Sul.

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    A disponibilidade de água é um fator crucial para o crescimento das plantas nas superfícies verticais das rochas. Esse não é o caso junto a cascatas, zonas que costumam hospedar grande diversidade de plantas e podem ser um local interessante para o jardineiro vertical. A imagem acima mostra uma cascata na ilha da Madeira, com a Woodwardia radicans nas duas margens.

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    Aróides são uma família de plantas muito útil para o jardineiro vertical. Há uma grande abundância destas plantas com folhagem grande e ornamental, que produzem exemplares espetaculares. Na foto vê-se um Philondendron verrucosum na Costa Rica.

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    Begónias crescem nos trópicos e zonas subtropicais em todo o mundo e é um dos maiores géneros de plantas com flores. Muitas encontram-se em locais sombrios ou em penhascos húmidos. Estas plantas são adequadas para jardins verticais interiores ou em áreas com mais sombra nos jardins exteriores, onde a intensidade da luz é baixa. A preferência por pouca luz também faz das begónias uma planta doméstica comum, da qual existem inúmeras variedades. Na foto está uma Begonia multinerva na Costa Rica.

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    Os fetos crescem numa grande variedade de habitats e muitos deles são adequados aos jardins verticais. Na foto, Davallia canariensis em Sintra, uma das poucas epífitas desta região.

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    Locais de crescimento vertical na natureza são geralmente zonas sem terra, como rochedos e troncos de árvores - a terra tende a desaparecer destes locais mais expostos por erosão. Nestas condições as plantas desenvolvem raízes próprias que aderem à superfície lisa, fixando-se com segurança e resistindo a condições adversas de vento e chuva. Os pináculos retratados estão em Wulingyuan, China.